THE USE OF EYE TRACKING IN NON-IMMERSIVE VIRTUAL REALITY FOR COGNITIVE ASSESSMENT
Pedro Joel Rosa, Pedro S. Gamito, Jorge Oliveira, Diogo Vieira De Morais, Matthew Pavlovic, Olivia Smyth · Psicologia Saúde & Doenças · 2016
RESUMO:A atenção e a memória de trabalho são funções cognitivas básicas humanas.Uma resposta comportamental adequada, face a um ambiente em constante mudança, depende da integridade destas funções.Quando estas funções estão comprometidas, a aplicação de ambientes de realidade virtual (ARV) pode ser uma técnica valida para avaliação e reabilitação dessas capacidades.No entanto, a maioria dos ARV regista medidas indiretas para fazer inferências sobre os processos atencionais e mnésicos (e.g., tempo para a conclusão da tarefa, taxa de erros).O eye tracking (ET) pode contornar algumas limitações das medidas comportamentais, visto permitir avaliar onde ocorre foco atencional e como se desloca.Foram registados os movimentos oculares de 39 estudantes universitários (25 mulheres; n= 64%), com 1 média de idades de 29,8 anos (DP = 12,2) durante duas tarefas de pesquisa visual comparativa aleatórias, fazendo parte de um conjunto de tarefas cognitivas da Systemic Lisbon Battery (SLB), uma ARV concebida para avaliar défices cognitivos.A duração total da fixação ocular, o número de visitas nas áreas de interesse, bem como o tempo total de execução variariam em função dos grupos com diferentes scores no Mini Mental State Examination (MMSE).Os resultados mostram que a aplicação destas tarefas, presentes na SLB, quando combinadas com ET, é um método confiável e não intrusivo para avaliar capacidades cognitivas em indivíduos saudáveis ecom potencial uso em amostras clínicas.